URI Erechim
Ciências ContábeisControladoria Estratégica2026
Aula 02 · 20.10.2026 · Capítulos 2 e 3

A empresacomo sistema

e a atuação do controller

Prof. Andrei Miranda
andreimiranda@uricer.edu.br 54 99165-4731
Controladoria Estratégica · Aula 2Ciências Contábeis · 2026
Onde estamos

Percurso
do semestre

2
3
4
5
6
7
06.10
Apresentação da disciplina e fundamentos da controladoria
20.10
A empresa como sistema, modelo e processo de gestão; o controller (funções, posição e perfil)
27.10
Sistemas e gestão da informação
03.11
Planejamento estratégico e controladoria
10.11
Orçamento empresarial
17.11
Controle gerencial e orçamentário
24.11
Avaliação de desempenho e incentivos
01.12
Prazo final de entrega do trabalho avaliativo
08.12
Exame
HOJE
PRÓXIMA
Controladoria Estratégica · Aula 220.10.2026
Antes de começar

Na aula passada: a controladoria ajuda a compreender o resultado quando ______

aproxima informações que estão espalhadas pela organização.

E se cada área decidir bem sozinha… a empresa decide bem?

Controladoria Estratégica · Aula 2Uma pergunta
Mesmo produto · mesma qualidade · mesmo prazo
A · COMPRA EM LOTE
R$94
por unidade · 300 unidades de uma vez
B · COMPRA MENSAL
R$100
por unidade · 100 unidades por mês

Qual é a compra mais barata? mãos para cima · clique para contar

ALote, R$ 940
BMensal, R$ 1000
GUARDEM ESSE VOTO. ELE VOLTA NA ATIVIDADE 2.
Controladoria Estratégica · Aula 2Intenção de aprendizagem
Hojeao final, você consegue

explicar como uma decisão de uma área chega às outras e delimitar o que cabe ao controller nessa decisão.

Você vai saber que conseguiu quando

justificar a compra do início por mais de um ângulo da empresa, e não só pelo preço.

PercursoHoje

Dois capítulos, uma sequência

2
Capítulo 2

A empresa como sistema

Ambiente e recursos
Subsistemas e critérios de escolha
Processo de gestão

3
Capítulo 3

O controller na organização

Quem é esse profissional
Entregas, posição e autoridade
Competências e ética

Primeiro, compreender as relações. Depois, delimitar a atuação do controller.
Capítulo 2A empresa como sistema aberto

Nenhuma empresa se basta

Ela troca com o ambiente o tempo todo.

AMBIENTE REMOTO JurosTecnologiaRegulaçãoConcorrência condições gerais: a empresa sofre, não controla

Entradas

Materiais, trabalho, capital e informações

FornecedorBanco
AMBIENTE PRÓXIMO

TRANSFORMAÇÃO

+ custo do estoque

Saídas

Bens, serviços e outros efeitos

Cliente

Objetivos orientam a transformação e sua avaliação.

1Os juros sobem. Ambiente remoto: a empresa não controla.
2O banco cobra mais para financiar. Ambiente próximo.
3Manter estoque fica mais caro. Dentro da empresa.
o resultado vira informação e volta para a gestão: comparar, investigar, ajustar
Capítulo 2Retroalimentação e aprendizagem

O retorno só vale se muda algo

01
Observar

Reclamações recebidas

02
Comparar

Ocorrências por 100 serviços

03
Investigar

Tipo de falha e etapa de origem

04
Ajustar

Procedimento e acompanhamento

NOVA OBSERVAÇÃO
Mais reclamações não provam piora se o número de serviços também cresceu. Compare em base equivalente.
Capítulo 2Eficiência e eficácia

“A equipe foi bem.” Em relação a quê?

Critério 1
Eficiência

Entregas em relação aos recursos consumidos

EXEMPLO DE MEDIDA

Horas por peça aprovada

Critério 2
Eficácia

Resultado alcançado em relação ao objetivo

EXEMPLO DE MEDIDA

Percentual entregue no prazo

Mesma operação, perguntas diferentes. Quantidade, qualidade, prazo e condições equivalentes sustentam a comparação.
Atividade 1Individual e depois em dupla · 8 min
08:00T inicia · R zera

Entrega e horas

Meta: 1.000 peças aprovadas na semana. Padrão: 2 horas por peça. Todas as peças abaixo estão aprovadas e no prazo.

A
Peças1.000
Horas2.400
B
Peças900
Horas1.620
C
Peças1.000
Horas1.900

horas ÷ peças = h/peça  ·  peças ÷ 1.000 × 100 = % da meta

Quem atinge a meta? Quem usa menos de 2 h/peça? Qual combina os dois critérios?

Dica

O denominador de B é 900, e não 1.000.

Atividade 1Resolução

Dois critérios, um mapa

Peças
Horas
h/peça
% meta
A
1.000
2.400
2,4
100%
B
900
1.620
1,8
90%
C
1.000
1.900
1,9
100%

A e C atingem a meta. B e C usam menos de 2 h/peça.

C combina os dois. B tem a menor relação (1,8), mas entrega 90%.

C é a mais rentável? Não dá para afirmar: faltam preços, custo da hora e outros custos.
META 100% PADRÃO 2 h/peça EFICÁCIA · % da meta → EFICIÊNCIA · menos horas ↑ eficaz e eficiente eficaz, não eficiente eficiente, não eficaz A B C
Capítulo 2Os seis subsistemas

Seis lentes, uma decisão

UMA DECISÃO DE COMPRA
01
Institucional
02
Gestão
03
Formal
04
Social
05
Informação
06
Físico-operacional
Que finalidade e que princípios orientam esta compra?
NA NOSSA COMPRASe a missão promete confiabilidade, o fornecedor também precisa ser confiável, não só barato.
Como as alternativas são escolhidas e acompanhadas?
NA NOSSA COMPRAQuem compara mensal e lote? E quem acompanha se a escolha funcionou?
Quem tem alçada para aprovar este gasto?
NA NOSSA COMPRAComprar 300 unidades de uma vez é um pedido maior: pode exigir aprovação de outro nível.
Que incentivos movem quem compra?
NA NOSSA COMPRASe o comprador ganha prêmio só pelo desconto, o lote sempre parece melhor.
Que dados sustentam a análise?
NA NOSSA COMPRAQuanto custa guardar e financiar o estoque? Sem esse dado registrado, a comparação fica incompleta.
Cabe, chega e é usado a tempo?
NA NOSSA COMPRAAs 300 unidades cabem no espaço disponível? Perdem validade?
Seis perguntas sobre a mesma decisão. Não são seis departamentos, nem uma ordem de execução.
Capítulo 2Exemplo hipotético: prestadora de manutenção

O indicador melhora. O problema piora.

O critério de recompensa

Prêmio por chamados encerrados

Encerramentos
↑

o número sobe

Reaberturas
↑

o cliente volta

Social: incentivo por volume.

Gestão e formal: critério de avaliação e regra que permite encerrar sem validar a solução.

Informação e operação: contagem dos registros contra o retrabalho efetivo.

Uma ferramenta nova, sozinha, não corrige um incentivo incoerente.
É uma hipótese: confirmar quais chamados voltaram, por quê e se o perfil das demandas mudou.
Capítulo 2Exemplo hipotético: prestadora de manutenção

Do abstrato ao verificável

ABSTRATOVERIFICÁVEL
ELEMENTOO QUE ÉNA PRESTADORA
ValoresPrincípios que orientam a atuaçãoTransparência e compromisso com a qualidade
VisãoSituação futura desejadaSer referência regional em confiabilidade
MissãoPropósito e campo de atuaçãoPrestar serviços de manutenção confiáveis na região
MetaIntenção amplaMelhorar a qualidade do atendimento
ObjetivoResultado especificado e verificávelReduzir o tempo de resposta de 48 para 24 horas em 3 meses
JÁ TEMmedida 48 → 24 h ✓prazo 3 meses ✓ FALTA DEFINIRresponsável?quando começa a contagem?o que conta como resposta?

Se uma mensagem rápida que não resolve contar como resposta, a medida melhora e o serviço não.

Um compromisso verificável precisa de medida, prazo e responsável. Divulgar a missão não garante cumpri-la.
Capítulo 2Modelo de gestão · a mesma prestadora

O que se declara e o que se premia

Modelo de gestão: o que a empresa declara, o que permite decidir, como avalia e o que recompensa precisam apontar para o mesmo lado.

A EMPRESA...COERENTEINCOERENTE · PRÊMIO POR CHAMADOS ENCERRADOS
DECLARAprincípioQualidade no atendimento
PERMITE DECIDIRautoridadeO gerente pode rever prazo ou escopo e encaminhar exceçõesResponde pelo prazo, mas não pode ajustar a escala
AVALIAdesempenhoA medida considera a solução e o retrabalhoConta só os chamados encerrados
RECOMPENSAincentivoO prêmio favorece a entrega pretendidaPrêmio por volume, sem validar a solução
A empresa declara qualidade, mas premia volume. As pessoas seguem o que é premiado.
Responsabilidade precisa acompanhar a capacidade de influenciar o resultado.
Capítulo 2A nossa compra, do começo ao fim

Da direção ao controle

ANTES
Ponto de partida

Diretrizes e modelo de gestão (o que já vimos)

01 · PLANEJAMENTO
Estratégico

Garantir abastecimento confiável

02 · PLANEJAMENTO
Operacional

Mensal ou lote? (a seguir, na Atividade 2)

03
Programação

Quantidades, datas, aprovação e orçamento

04
Execução

Pedidos, recebimentos e registros

05
Controle

Custo e estoque reais contra o previsto

o controle pode levar a rever a alternativa,
a programação ou as premissas
(e se os juros subirem?)
Atividade 2Em duplas · 10 min
10:00T inicia · R zera

A compra mais barata

Demanda certa de 100 unidades por mês, por 3 meses. Mesma qualidade, mesmos prazos, preços constantes.

Compra mensal
R$ 100 /un
  • 3 compras de 100 unidades
  • Desembolso hoje: R$ 10.000
  • Custo adicional: R$ 0
Compra em lote
R$ 94 /un
  • 1 compra de 300 unidades
  • Desembolso hoje: R$ 28.200
  • Armazenagem e financiamento: R$ 2.400

Respondam: qual compra recomendam? Até que custo adicional o lote ficaria mais barato? Que dois subsistemas entram na decisão?

Dica 1 · estratégia

Liste todos os custos de cada alternativa nos 3 meses antes de calcular.

Dica 2 · conceito

Preço por unidade não é custo total. Caixa de hoje também não. São perguntas diferentes.

Dica 3 · procedimento

Custo total = quantidade × preço + custos adicionais. Façam para as duas.

Atividade 2Votação · cartões A B C D

Qual recomendação a sua dupla defende?

clique para contar · teclas 1 a 4 · Shift+clique desconta · avance para revelar

ALote, porque R$ 94 é menor que R$ 100 por unidade.0Comparou só o preço unitário. Onde entram os R$ 2.400 de armazenagem e financiamento?
BMensal, porque exige R$ 10.000 hoje, e não R$ 28.200.0Isso é o caixa de hoje, uma informação importante. Mas ele responde qual compra custa menos nos 3 meses?
CMensal, porque custa R$ 30.000 no total, contra R$ 30.600.0Custo total das 300 unidades nos 3 meses, nas mesmas condições. Diferença de R$ 600.
DLote, porque armazenagem e juros não fazem parte da compra.0Se o lote não fosse comprado, esses R$ 2.400 existiriam? O que a decisão provoca entra na decisão.
Atividade 2Resolução

Fazendo a conta inteira

Mensal
R$ 0
300 × R$ 100
Lote
R$ 0
300 × R$ 94 = R$ 28.200 + R$ 2.400
O lote custa R$ 600 a mais.
Caixa de hoje: R$ 10.000 contra R$ 28.200. Diferença de R$ 18.200, mas isso responde outra pergunta: quanto sai do caixa agora.
Por que um desconto de R$ 6 por unidade não bastou?
E SE O CUSTO ADICIONAL FOSSE OUTRO?
R$ 2.400Mensal mais barata
R$ 1.800
R$ 0R$ 4.000

Lote: R$ 30.600 · Mensal: R$ 30.000

Capítulo 2A nossa compra, um mês depois

O gasto subiu. Foi desperdício?

02 · PLANEJAMENTO OPERACIONALAtividade 2: a turma escolheu a compra mensal
03 · PROGRAMAÇÃOPrevisto: 100 un × R$ 100 = R$ 10.000 por mês
04 · EXECUÇÃOPedidos feitos, mercadoria recebida e registrada
05 · CONTROLE · ESTAMOS AQUIComparar o previsto com o realizado
PREVISTO
R$ 10.000
100 unidades × R$ 100
REALIZADO
R$ 12.000
120 unidades × R$ 100
DIFERENÇA
+ R$ 2.000
gasto = quantidade × preço
Efeito volume20 un a mais × R$ 100
+ R$ 2.000
Efeito preçoR$ 0 a mais × 120 un
R$ 0
Premissa revista: a demanda passou de 100 para 120 unidades. Comprar mais porque vendeu mais não é desperdício.
E SE FOSSE DIFERENTE?
Quantidade120
Preço/un100

Toda a diferença vem da quantidade.

Quando o gasto sobe, a pergunta não é só quanto. O que mudou: a quantidade ou o preço?
Capítulo 2Subsistema de informação · o que o registro guarda

Evento, transação e documento

Só conseguimos separar quantidade e preço porque cada compra foi registrada com esses dados.

EVENTO
Uma classe de ocorrências da mesma natureza
Compras de mercadorias
DADOS COMUNS À CLASSE
quantidadepreçoprazofornecedor
TRANSAÇÕES · CADA LINHA É UMA COMPRA
MÊSQUANTIDADEPREÇOPRAZOFORNECEDORDOCUMENTO
Agosto100 unR$ 10030 diasAlfa NF 1287
Setembro100 unR$ 10030 diasAlfa NF 1410
Outubro120 unR$ 10030 diasAlfa NF 1532

Cada transação guarda as suas condições: dá para comparar o conjunto e investigar uma compra específica, como a de outubro.

O documento é a evidência: a nota registra aspectos da compra, não é a compra.

E se 5 unidades estragarem no estoque? Não há nota fiscal, mas a perda aconteceu. Para chegar ao resultado, precisa ser registrada e valorada: 5 un × R$ 100 = R$ 500.
Investigar a operação exige conhecer suas condições, não apenas localizar um comprovante.
Capítulo 3Aula 2
3

O controller na organização

Coordena o trabalho da controladoria e articula informações e análises para apoiar os gestores.

Controladoria: função ou área.

Controller: quem coordena esse trabalho.

Exemploanálise de margem
Gestão

Comparar alternativas e explicar efeitos

Dados

Conferir custos, perdas e critérios

Procedimentos

Monitorar práticas no mandato recebido

Coordenar a análise não é aprovar sozinho preços, crédito ou compras: a decisão segue as alçadas.
Capítulo 3Exemplo de configuração possível

Onde a controladoria se posiciona

Direção geral
Direção administrativo-financeira
Controladoria

equipe e processos atribuídos

Tesouraria

execução financeira autorizada

MESMO NÍVEL
SEM SUBORDINAÇÃO
Reporte

A quem a área responde

Acesso

Às informações, antes da decisão

Participação

Nos espaços em que se decide

Os três precisam funcionar juntos. A proximidade no desenho não garante contribuição em tempo útil.
Capítulo 3Influência, autoridade e alçada · situação hipotética

Influência não é alçada

O caixa está apertado. O controller descobre que os prazos longos dados aos clientes pesam no caixa e que algumas áreas atrasam os dados do fechamento. O que ele pode fazer, e com base em quê?

FORMA DE ATUAÇÃOO QUE O CONTROLLER FAZ NO CASODE ONDE VEM
Influência técnicaSTAFFRecomenda à direção rever a política de prazos, mostrando o efeito no caixaEvidências, premissas claras e comunicação compreensível
Autoridade funcionalMANDATOCobra das áreas os dados do fechamento no prazo aprovadoMandato e responsabilidades definidos
Autoridade de linhaHIERARQUIARedistribui as análises entre os analistas da própria equipeSer o chefe direto da equipe
DecisãoALÇADAMudar ele mesmo os prazos dos clientes? Não pode. Encaminha a quem tem alçada.Competência e alçada expressamente atribuídas
No mesmo caso, ele usou três formas de atuação. Elas coexistem, cada uma com a sua base.
Influência não é alçada: o controller investiga, mostra os efeitos e encaminha a quem pode decidir.
Capítulo 3Exemplo hipotético

Quem faz o quê em um pagamento

Controladoria
Analisa

Efeitos, critérios e o que está em seu mandato.

Gestor com alçada
Autoriza

A operação ou a exceção.

Tesouraria
Executa

Programa o caixa e paga o que foi autorizado.

R$
Auditoria interna · fora do fluxo

Avalia processos e controles com objetividade. Não autoriza cada pagamento.

Equipe pequena? O acúmulo de funções pede controles compensatórios: autorização distinta e revisão de conciliações.
Capítulo 3Responsabilidade pelas entregas

A decisão é do diretor. E a análise?

No pagamento, cada um respondeu pela sua parte. Se quem decide é o diretor, pelo que o controller responde?

O CONTROLLER RESPONDE POR
  1. Critérios usados na análise
  2. Consistência dos números
  3. Premissas e limitações explícitas
  4. Problemas relevantes comunicados
Se dirige a equipe ou decide dentro de uma alçada, responde também por isso.
SITUAÇÃO 1 · ANÁLISE DE UM INVESTIMENTO

A análise omite um gasto conhecido e relevante, para facilitar a aprovação. A diretoria aprova.

Falha do controller, mesmo com a diretoria assinando.Quebrou os itens 2 e 4: o número ficou inconsistente e o problema não foi comunicado.
SITUAÇÃO 2 · O MESMO INVESTIMENTO

O controller apresenta os efeitos, os riscos e as limitações. A diretoria escolhe outra alternativa.

Não é falha do controller.Os quatro itens foram cumpridos. Escolher é atribuição da diretoria.
Para julgar o controller: o que lhe cabia, que informação tinha e o que encaminhou.
Capítulo 3Competências para exercer a função

Competência se vê na conduta

Saber o que lhe cabe é uma coisa. Ter preparo para fazer bem é outra.

PAPEL
O que lhe cabe fazer

Responsabilidades atribuídas: o que vimos até aqui

→
PERFIL · BASE TÉCNICA
Saber fazer

Contabilidade, custos, planejamento, análise de desempenho, sistemas e controles internos

PERFIL · COMPORTAMENTO
Fazer com os outros

Atributos que só aparecem na conduta, diante de uma situação concreta

QUATRO SITUAÇÕES · O QUE UM BOM CONTROLLER FAZ?
SITUAÇÃO 1
A margem do mês saiu muito longe do histórico
Investiga critérios e operação antes de reproduzir o número.VISÃO CRÍTICA
SITUAÇÃO 2
O gestor discorda da análise
Explica premissas, ouve contrapontos e sustenta pelas evidências.COMUNICAÇÃO E PERSUASÃO
SITUAÇÃO 3
Alguém pede uma informação restrita
Entrega só a quem precisa, para a finalidade pertinente.DISCRIÇÃO
SITUAÇÃO 4
Chega um trabalho com requisitos que ele não domina
Reconhece a lacuna e busca apoio ou revisão especializada.CONSCIÊNCIA DOS LIMITES
Ninguém vê um adjetivo. Vê o que a pessoa faz diante da situação.
Capítulo 3Ênfases de atuação

Bean counter ou business partner?

Pelo que vocês já viram nas empresas, para onde pende a controladoria?

ARegistros, reporte e controle financeiro0
BEquilíbrio entre os dois0
CAnálises integradas e discussão de alternativas0
PesquisaSouza, Wanderley e Horton (2020)
QUEM RESPONDEU

Controllers associados à ANEFAC, associação de executivos de finanças e contabilidade. Dos 596 convidados, 111 responderam, em 2015.

COMO CLASSIFICARAM

Cada um apontou suas 5 principais tarefas. Duas ou mais ligadas a discutir o negócio: business partner.

RESULTADO · 111 RESPONDENTES
Bean counter
76
Business partner
26
Sem classificação
9

Os 9 indicaram tarefas que não permitiram encaixar em nenhum dos perfis.

Como ler: 76 de 111 é 68,5%. Entre os 102 classificados, 74,5%. É o retrato daqueles controllers em 2015, não do mercado de hoje.
As ênfases podem coexistir. Participar mais exige acesso, tempo, organização e objetividade. Trocar o nome do cargo não cria essas condições.
Atividade 310 min
10:00T inicia · R zera
Situação hipotéticapressão sobre o resultado
R$ 12.000

Você é o controller. Há uma despesa comprovada, que pertence a este período e ainda não foi registrada. O diretor pede que ela fique para o mês que vem, para bater a meta. O seu bônus também depende dessa meta.

O que você faz? Responda em quatro partes.
PARTE 1
A fala

O que você diz ao diretor, em duas frases?

PARTE 2
O registro

Em que período registra? O que documenta?

PARTE 3
O canal

Se a pressão continuar, a quem leva o caso?

PARTE 4
Os controles

Que dois controles evitam que isso se repita?

Atividade 3Votação · cartões A B C D

O que o controller deve fazer?

um cartão por pessoa ou grupo · avance para revelar

ARegistrar no mês seguinte, porque o pagamento ainda não ocorreu.0Misturou pagamento e competência. A que período essa despesa pertence?
BAtender ao diretor, porque a decisão cabe a quem tem a alçada.0Alçada para decidir operações inclui decidir como registrar um fato já ocorrido? Quem responde pela informação?
CRegistrar neste período, documentar o pedido e encaminhar pelo canal previsto.0Registro correto, evidência preservada e a pressão levada a quem pode tratá-la. Contraria o diretor? Sim, e por isso precisa ser bem feito: é o que vem a seguir.
DRegistrar neste período e não comentar o pedido com ninguém.0O registro está certo. E a pressão? Sem encaminhamento, o que impede que ela se repita?
Atividade 3O efeito de adiar

Adiar não apaga. Empurra.

resultado com registro corretoresultado com o registro adiado
base
+ R$ 12.000
Este mês · a meta “bate”
base
− R$ 12.000
Mês seguinte · o problema aparece
O gasto continua lá. Só muda quem descobre e quando. Efeitos antes de tributos, que não foram informados.
Atividade 3Contrariar o diretor sem confronto

Dizer não ao pedido, sem brigar

A resposta C contraria o diretor. Vai haver pressão? Provavelmente. Por isso importa separar o que ele decide do que não está em discussão.

O DIRETOR DECIDE
  • Que ações tomar para recuperar a meta
  • Como explicar o desvio à diretoria
  • O que priorizar no próximo mês
NÃO ESTÁ EM DISCUSSÃO
  • Em que período entra um gasto que já aconteceu e está comprovado
  • Registrar é representar o fato, não escolher uma alternativa
COMO FAZER SEM CONFRONTO
  1. Mostrar a evidência
  2. Oferecer ajuda: a análise do desvio da meta
  3. Registrar a divergência por escrito
  4. Se a pressão continuar, o canal previsto: superior do diretor, comitê ou compliance
E o bônus? É um conflito de interesse: quem mede o resultado também ganha com ele. Reconhecer isso é parte da objetividade, e o canal e a documentação protegem a empresa e o próprio controller.
A objetividade exige que pressões e interesses pessoais não escolham os números.
Capítulo 3Organização e desenvolvimento da função

Organizar a função antes de ampliá-la

A direção quer um controller mais business partner, que participe das decisões. Mas a equipe passa dias corrigindo planilhas. Por onde começar?

01
Diagnosticar

Quais entregas chegam tarde ou voltam para correção? A causa é competência, procedimento ou falta de recurso?

02
Reorganizar

Padronizar conceitos, eliminar duplicidades, definir prioridades e quem responde por cada dado.

03
Desenvolver

Capacitação ligada aos problemas encontrados. E a empresa dá acesso, tempo e lugar nas discussões.

O progresso aparece na redução de retrabalho e no uso das análises em decisões. Trocar o nome do cargo não basta.
SínteseAula 2

Uma decisão, quatro relações

Efeitos no sistema

Entregas, recursos, resultado e caixa.

Escolha e alçadas

Critérios coerentes e responsável definido.

Contribuição do controller

Análise, comunicação e limites explícitos.

Retorno à gestão

Evidências para ajustar ações ou premissas.

ATIVIDADE 1
Entrega e horas medem coisas diferentes.
ATIVIDADE 2
Preço menor não é custo menor.
ATIVIDADE 3
Informação correta exige registro e encaminhamento.
Próxima aula · 27.10 Sistemas e gestão da informação
ReferênciasAula 2

Para aprofundar

Material principal: capítulos 2 e 3 revisados da apostila da disciplina.

PADOVEZE, Clóvis L.Controladoria estratégica aplicada: conceitos, estrutura e sistema de informações. Cengage Learning Brasil, 2016. Caps. 1 e 2.
NASCIMENTO, Auster M.; REGINATO, Luciane.Controladoria: instrumento de apoio ao processo decisório. 2. ed. Atlas, 2015. Cap. 7.
SOUZA, Gustavo H. C.; WANDERLEY, Cláudio A.; HORTON, Kate.Perfis dos controllers: autonomia e envolvimento dos profissionais de controladoria. ASAA, v. 13, n. 3, p. 3-22, 2020. DOI: 10.14392/asaa.2020130301.
LAVARDA, Rosália; SCUSSEL, Fernanda; SCHÄFER, Joice D.The Role of the Controller in the Perspective of Strategy as Practice: A Theoretical Essay. Journal of Accounting, Management and Governance, v. 23, n. 3, p. 364-382, 2020.
→ · espaço · cliqueavançar
←voltar
Ftela cheia
T · Rcronômetro: iniciar/pausar · zerar
1 a 4contar voto em A, B, C, D
Shift + 1 a 4descontar um voto
Home · Endprimeiro · último slide
Hmostrar/ocultar esta ajuda
Gire o celular para ver os slides maiores